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A senadora Marta Suplicy (PT-SP) e o candidato do PT em São Paulo, Fernando Haddad , empenharam-se em negar nesta terça-feira que a indicação da petista para assumir o Ministério da Cultura no lugar de Ana de Hollanda tenha sido negociada com a presidenta Dilma Rousseff em troca de ajuda na disputa pela prefeitura da capital paulista. Enquanto Marta disse que a indicação foi "surpreendente", Haddad disse que a presidenta não faria esse tipo de "toma lá, dá cá".
Meia hora depois de chamar de "especulação de site" a notícia sobre sua nomeação, Marta disse ter recebido o convite de Dilma por telefone, por volta das 15h40, quando encerrou a sessão do plenário do Senado por falta de quorum. "Eu acabei de falar com a presidenta e acabei de aceitar. O convite é meio surpreendente, mas eu sou do governo e estou à disposição do governo e se a presidenta acha que eu devo exercer essa função no ministério, eu vou exercê-la, como exerci todas as funções da vida", afirmou, ainda no plenário. "O ministério é importante, é a identidade brasileira, é a cultura, sinto que é um enorme desafio”.
Haddad, que cumpriu agenda de campanha ao lado de Lula nesta tarde, disse que, se a indicação tivesse ocorrido em troca do apoio na eleição, ela teria sido feita meses atrás e não agora. “Quem conhece a presidenta Dilma sabe que ela nunca faria esse toma lá, dá cá.”
A conversa que culminou na saída de Ana do cargo ocorreu na semana passada entre Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , em São Paulo. A entrega de um ministério a Marta atende a uma demanda antiga da ex-prefeita, que nunca escondeu a insatisfação por ter sido preterida nos processos que definiram as candidaturas do PT em São Paulo nas últimas eleições.
Desde que foi preterida no processo de escolha do candidato à prefeitura paulistana, Marta resistiu em reforçar a campanha de Haddad. Na semana passada, após a conversa entre Lula e Dilma, a nova ministra estreou na campanha do ex-titular da Educação, tanto na agenda de rua como na propaganda eleitoral na televisão .
Hoje, Marta disse que sempre se dispôs a reforçar a campanha. “Desde o começo eu disse que na hora em que fizesse diferença, eu entraria (...) Vou continuar trabalhando, eu farei os comícios como combinei com ele, fiz carreata na sexta, no sábado", afirmou.
Marta disse que vai chamar a ministra a que sucederá, Ana de Hollanda, para conversar e se inteirar dos programas da pasta. Sua posse está marcada para depois de amanhã, quinta-feira. "Estou feliz, estou contente, é muito prematuro fazer qualquer declaração, acabei de aceitar o convite, vou estudar, vou ter uma conversa com Ana de Hollanda", informou.
O Ministério da Cultura é a segunda experiência de Marta Suplicy no Executivo federal. Em 2007, no início da segunda gestão de Lula, ela assumiu o Ministério do Turismo. Ficou na pasta pouco mais de um ano, de onde saiu para disputar a prefeitura de São Paulo, quando foi derrotada pelo atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), então do DEM, apoiado pelo candidato do PSDB à prefeitura, José Serra.
IG
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