Lula, Dilma e FHC se reuniram em maio deste ano durante o lançamento da Comissão da Verdade (Foto por Roberto Stuckert Filho/PR)
“Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI (Fundo Monetário Internacional) ou sob ameaça de apagão”, afirmou a presidente, em referência às crises econômicas e energéticas do governo FHC.
No artigo, o tucano criticou os “‘projetos de impacto’, como certos períodos do autoritarismo militar tanto prezaram. Projetos que não saem do papel ou, quando saem, custam caríssimo ao Tesouro e têm utilidade relativa”. Ele falou sobre o déficit da Previdência, a falta de mudanças na legislação trabalhista, além da política energética do governo e problemas na Petrobras. Dilma rebateu: “Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambias recordes.”
Ao elogiar Lula, a presidente deu outra indireta a FHC, que aprovou, durante seu mandato, a possibilidade de reeleição para o cargo de presidente. “Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista”, escreveu Dilma.
Logo na primeira parte de seu artigo, FHC mencionou o mensalão e disse que “seu partido [o PT] não tem jeito. Invoca a prática de um delito para encobertar outro: o dinheiro desviado seria ‘apenas’ para o caixa 2 eleitoral”, em referência às entrevistas de Lula sobre o caso. O tucano também falou sobre a demissão de sete ministros por suspeitas de corrupção no primeiro ano do governo Dilma. “Pode-se alegar que quem nomeia ministros deve saber o que faz. Sem dúvidas, mas há circunstâncias. No entanto, como o antecessor desempenhou papel eleitoral decisivo, seria difícil recusar de plano seus afilhados.”
Sobre esses assuntos, Dilma não disse nada. Terminou a nota afirmando que aprendeu “com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações” que a antecederam.
Época
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